D. Ximenes Belo, Nobel da Paz, esteve na Madeira, na segunda semana de Novembro, onde teve contactos com vários entidades, entre as quais o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maior e presidente do Rotary Clube do Funchal, Alberto Casimiro. Do encontro, onde reinou o espírito do companheirismo rotário, foram afloradas breves questões sobre o pensamento social actual na universalidade a partir dos faróis de Timor-Leste e da Madeira, duas ilhas que nem a distância que as separa altera a vivência da insularidade.
D. Ximenes Belo, na entrevista que concedeu à jornalista Vera Luza (Jornal da Madeira), observou que “cada terra tem as suas condições próprias”, porém, acrescentou, “a situação da Madeira é diferente da de Timor-Leste, mas o problema do desenvolvimento em favor de todas as populações é uma matriz base tanto do Governo Regional como o do de Timor-Leste devem aplicar a bem de todos”. Dos acontecimentos passados no território até a independência de Timor-Leste, D. Ximenes recorda que “em 1975, era um clima de verão-quente”. A história há-de julgar os acontecimentos. São outros contextos, pertence à história. Agora é preciso olhar para a frente”.
Para o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Eng. Alberto Casimiro, é sempre muito salutar dialogar com personalidades como D. Ximenes Belo, justamente distinguido com o Prémio Nobel da Paz, em 1996, a quem deixou o convite para numa próxima visita à Região, proferir uma conferência ou dar uma aula na Academia Sénior de Santa Maria Maior, instituição madeirenses que mais alunos tem matriculados e a única da Região filiada na RUTIS (Rede das Universidades Seniores).
Na hora da partida, já no Aeroporto Internacional da Madeira, D. Ximenes Belo, 61 anos de idade (nasceu a 3 de Fevereiro de 1948, em Bacau), teceu referências ao desenvolvimento que se vive nesta Região Autónoma, com naturais reflexos na qualidade de vida dos madeirenses e de quem visita a ilha.




